Guerrilhas Artísticas
13.12.2025—28.02.2026
Curadoria Marcus de Lontra Costa e Rafael Fortes Peixoto`
Guerrilhas Artísticas dá continuidade ao projeto da Danielian que percorre os últimos 200 anos de produção artística brasileira com as exposições Modernidades Emancipadas [2022/23] e Abstrações Utópicas [2023/24], promovendo revisões críticas de questões centrais do cenário da arte e da cultura no Brasil. A partir de uma orientação cronológica, esta mostra irá apresentar artistas e produções realizadas entre as décadas de 1960, 1970 e o início dos anos 1980. A reunião destas obras, libertas de qualquer intenção classificativa, permite a observação das particularidades do ambiente brasileiro deste período em encontro com as vanguardas e movimentos internacionais como a pop americana, a póvera italiana, a nova figuração, a arte conceitual. assim como outras atuações que tiveram a arte como espaço de ação política e social.
O Brasil urbano e em processo de industrialização, já no final dos anos 1950, apresenta novas estruturas e organizações sociais. Com a ditadura militar, a partir do golpe de 1964, a tensão e o medo passam a fazer parte das relações de convívio, assim como sentimentos antagônicos de cumplicidade através da formação de territórios e comunidades de resistência. Diante do cenário de supressão de direitos individuais, de perseguição e de tortura, a arte para muitos se configurava como espaço de afirmação e de guerrilha. Nas visualidades, obras de forte apelo gráfico fagocitam as linguagens da comunicação em massa e assumem uma postura de denúncia. Da mesma forma, com o aprofundamento em conceitos e noções compartilhadas, o espaço físico se revela como o local da ação, demonstrando as complexas topografias da sociedade brasileira. O corpo e a ação do artista, em última instância, se tornam a principal ferramenta de subversão e de resistência. Ao enfrentar sistemas e circuitos de poder econômico, político e cultural, a arte brasileira marca sua identidade no contexto mundial da segunda metade do século XX.
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SITUAÇÃO
06.12.2025—07.02.2026
Curadoria Dereck Marouço e Livia Benedetti`
SITUAÇÃO é a primeira exposição do projeto contemporâneo da Danielian. A coletiva propõe uma aproximação entre seus artistas representados e artistas históricos do acervo da galeria, tomando como eixo curatorial o próprio fazer e processo artístico. As obras apresentadas apontam tanto para a prática individual de cada artista quanto à própria história da arte e à crítica ao cânone ocidental, e mostram uma arte em movimento, direcionada a poéticas específicas, parte constituinte do panorama artístico atual para o qual a galeria contribuirá com o seu programa.
Como colocado pelo filósofo italiano Giorgio Agamben [Roma, 1942]: ser contemporâneo ‘significa ser capaz não apenasde manter fixo o olhar no escuro da época, mas também de perceber nesse escuro uma luz que, dirigida para nós, distancia-se infinitamente de nós’. Instante fugidio postoem evidência, essa luz é capaz de colocar o momento presente em foco. Aqui, o faixo de luz se mostra neste início do projeto contemporâneo da Danielian e reforça a troca entre o passado e o tempo-de-agora. Ao exibir diferentes contribuições ancoradas na atualidade em relação a produções artísticas de outras épocas, a galeria situa ambas as suas frentes de atuação — mercado secundário e primário —, criando terreno sólido para a ampliação de suas atividades.
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Olhar a floresta, ver a floresta
18.11.2025—07.02.2026
Curadoria Ivo Mesquita
`Embora coincidindo com a abertura da COP30 na Amazônia, esta exposição não pretende nenhuma declaração ou manifesto sobre a questão ambiental. Ao contrário, propõe um espaço de silêncio e contemplação reunindo trabalhos de artistas – pinturas, fotografias, esculturas, instalação – que remetem a uma experiência, uma visão da floresta, para pensar a floresta. Diante do aquecimento global, a despeito dos negacionistas, estamos obrigados a olhar a paisagem natural, reconhecer a crise climática e o colapso ambiental que já se anuncia no presente. A arte nos ensina a olhar.
A organização espacial propõe um percurso por imagens objetivas, que pontuam o descobrimento e o processo devastador da apropriação e colonização da paisagem originária no país. Parte da primeira impressão registrada pelos viajantes e cientistas do século XIX, a expressão do espanto deslumbrado diante da eloquência da natureza, um cenário de abundância, um monumento aos sentimentos românticos mais arrebatados. Na sequência aparecem imagens do regime de domesticação e exploração das florestas com a extração de madeira, criação de fazendas, urbanização e crescimento das cidades, onde ela é replicada e arremedada pelos parques públicos, chácaras e condomínios, nos jardins privados, e romanticamente metaforizada nos vasos de flores. Sim, mas também imagens distantes da violência devastadora que move a grande economia da mineração, das queimadas e dos defensivos agrícolas.
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Ismael Nery: crônica e sonho
28.08—18.10.2025
Curadoria Tadeu Chiarelli
A obra de Ismael Nery (1900-1934) foi divulgada como uma das raras manifestações do surrealismo no Brasil, sendo que alguns não se vexaram em colocar no artista a alcunha de “nosso Marc Chagall”. Não resta dúvida de que Nery constituiu uma poética em diálogo com o simbolismo e o surrealismo e, nessa interlocução, a produção de Chagall foi um parâmetro importante. Mas não apenas.
Resumir Nery a um mero seguidor do artista nascido na atual Bielorrússia é diminuir sua importância e originalidade. Sua produção dialoga com Chagall, é claro, mas igualmente com outros artistas, como o Picasso clássico e outros nomes ligados ao surrealismo e mesmo ao decadentismo do século 19, ainda vigoroso na Europa durante as primeiras décadas do século passado.
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Vicentes — Monteiro: Entre Recife e Paris
(1899–1970)
08.05—05.07.2025 / SP
07.08—18.10.2025 / RJ
Curadoria Paulo Bruscky
Esta exposição do múltiplo artista Vicente (Paulo) do Rego Monteiro (1899-1970) abrange um recorte da sua produção diversificada e pioneira, como a pintura, o desenho, poemas, poesia visual, livro de artista, fotografia, textos e edições da sua La Presse à Bras, com a qual editou livros primorosos, principalmente no aspecto tipográfico, considerado um dos mais importantes da história das artes gráficas brasileiras. Em consonância com o crítico de arte Walter Zanini, reitera- se, nesta exposição, a ancoragem de Vicente como um dos mais importantes artistas da história da arte brasileira e internacional no século 20. Ao pesquisar a correspondência de Vicente com o galerista Carlos Ranulpho, encontrei, em uma das cartas (datada Barra/RJ, 07 de março de 1970), a solicitação do artista pela sua certidão de nascimento, na qual menciona “meu nome na certidão de batismo (Igreja da Boa Vista) é Vicente Paulo do Rego Monteiro”.
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Rosina Becker do Valle — Verde que te quero ver-te
22.05—19.07.2025
Curadoria Marcus de Lontra Costa e Rafael Fortes Peixoto
Ver o novo, algumas vezes, é apenas um exercício de despir o olhar. As obras de Rosina Becker do Valle nos fazem esse convite. Sua trajetória pessoal e artística ilustra características e desafios que fizeram parte da arte brasileira ao longo do século XX e são fundamentais na estruturação de um pensamento contemporâneo múltiplo e diverso.
Nas primeiras quatro décadas de sua vida, Rosina dedicou-se aos cuidados da família e da casa, situação recorrente em sua época. Apesar de uma relação íntima com o desenho desde jovem, foi apenas a partir de 1954 que Rosina mergulhou na pintura como expressão de sua criatividade, através das aulas com Ivan Serpa no MAM-RJ. Esse despertar tardio de um potencial artístico latente foi comum e ocorreu com outras artistas mulheres a partir da segunda metade do século XX, como é o caso de Grauben do Monte Lima, Lucia Laguna, Tomie Ohtake, entre outras.
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Visconti e Renoir — 150 anos de impressionismo
07.11—14.12.2024 / RJ
15.02—05.04.2025 / SP
Curadoria Denise Mattar
A primeira exposição dos artistas que seriam conhecidos como impressionistas aconteceu em Paris em 1874. Entre eles estavam Claude Monet, Auguste Renoir, Edgar Degas e Berthe Morisot. Audaciosos, eles se posicionavam contra as regras da Academia: pintavam ao ar livre, usavam cores claras, abordavam temas do cotidiano e eram atentos à percepção dos efeitos da luz natural e do movimento.
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Ozias26.10—20.12.2024Curadoria Jacopo Crivelli Visconti
O artista escolhido para a terceira exposição do projeto Os Futuros Grandes da Arte Naif, desenvolvido pelo MIAN - Museu Internacional de Arte Naif do Brasil a partir de maio de 1996, não poderia ter sido melhor indicado. Se eu tivesse que escolher um protótipo de pintor naif, teria recomendado o nome de Ricardo de Ozias sem hesitar. Ele reúne em si todos os ingredientes presentes num bom número de pintores naifs brasileiros.
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Abstrações Utópicas
08.12.2023—18.02.2024 / RJ
29.06—31.08.2024 / SP Curadoria Marcus de Lontra Costa e Rafael Fortes Peixoto
A arte do pós-guerra se viu compelida a construir novas utopias a partir do fracasso dos projetos iniciais modernistas. As pesquisas abstratas se desenvolveram em diferentes lugares como resposta a essas necessidades. A migração de artistas e pensadores do velho mundo para às Américas pulverizou uma hegemonia europeia de séculos e transformou ambientes e trajetórias. Além disso, as inovações industriais mudaram definitivamente as relações de criação, produção e consumo.
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OCUPAÇÃO MULHERIO
08.08—05.10.2024Curadoria Marcus de Lontra Costa e Rafael Fortes Peixoto/ RJ
A pesquisa e a vontade de reunir artistas mulheres de diversas gerações e vibrações deu origem, em 2022, à exposição MULHERIO. O título resgatou o nome deste importante periódico feminista dos anos 1980 para provocar sobre o “corpo” feminino a partir de diferentes visões e poéticas.
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