Bandálidas12.09.2026 - 12.12.2026Texto crítico Marília Loureiro                                   RJ/                                                                   Primeira exposição individual no Brasil da artista argentina Florencia Rodríguez Giles, com curadoria de Dereck Marouço e texto crítico de Marília Loureiro. A mostra reúne onze obras, entre esculturas e desenhos em grande escala, que atravessam aspectos centrais de sua pesquisa, articulando práticas coletivas, experiências oníricas e diferentes estados de percepção.


A dimensão comunitária ocupa um lugar fundamental em sua prática. Em San Carlos, nos Valles Calchaquíes, na Argentina, Florencia desenvolveu ações em estreita relação com a comunidade local, reunindo sonhos, relatos e experiências compartilhadas. Nesse processo, o sonho deixa de ser compreendido apenas como experiência individual e passa a constituir um espaço de encontro e elaboração coletiva, aproximando imaginação, memória, território e formas de convivência.

Rodríguez Giles já apresentou seu trabalho em instituições como Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, em Madri; Palais de Tokyo, em Paris; Museo de Arte Moderno de Buenos Aires; Pivô, em São Paulo; The Drawing Center, em Nova York; e na 11ª Bienal de Berlim, no KW Institute for Contemporary Art.


Espaço  tempo    17.08.2026 - 27.10.2026   Curadoria Ginevra BriaSP/A Danielian SP apresenta a primeira exposição individual do artista polonês Wojtek Kostrzewa. Radicado em São Paulo, o artista parte da experiência de observar e habitar a cidade a partir de um olhar simultaneamente próximo e estrangeiro, atento às cenas cotidianas, aos objetos e signos que compõem a paisagem urbana.

Transitando entre fotografia, escultura e pintura, Kostrzewa desenvolve diferentes abordagens atravessadas pela presença recorrente de códigos visuais. Elementos encontrados na cidade são deslocados de seus contextos habituais e reorganizados em trabalhos que evidenciam códigos sociais, políticos e econômicos presentes no espaço público.

Em Espaço tempo, símbolos associados ao capitalismo e às dinâmicas de consumo e circulação aparecem incorporados à experiência cotidiana da metrópole. Ao observar aquilo que frequentemente passa despercebido, superfícies, objetos descartados e marcas da ação humana, o artista transforma fragmentos ordinários de São Paulo em índices das estruturas que organizam e condicionam a vida urbana.







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De novo, novo
11.06.2026—30.08.2026
Curadoria Dereck Marouço
/ RJ
A repetição é a manifestação do impulso. Passo a passo constrói-se um percurso. Cada passo diferente do outro. Ela se manifesta de diversas maneiras nos trabalhos exibidos em De novo, novo, refletem de dinâmicas universais, até as particulares dos artistas participantes. Nas obras, alia-se aos pressupostos de suas mídias e também às ideias metafísicas, referentes ao cotidiano, referentes à vida e à morte, e referentes ao trajeto da carreira do artista, onde a vontade de repetir, e a impossibilidade da execução, acaba por gerar o novo1.

Algumas obras presentes na mostra performam a repetição por meio da alusão à sexualidade, de forma que a imagem estática se conclui em movimento na mente de quem as vê. Ao desejo segue-se o ritmo que outras obras fazem presente pela reincidência de imagens abstratas. A técnica do frottage e a prática do objet trouvé, permitem a recontextualização dos signos e dos objetos ordinários em objetos poéticos – esses trabalhos discutem a medida enquanto forma de repetição e se relacionam diretamente com o cotidiano2. Já outros trabalhos são o amálgama de formas e conceitos distintos desenvolvidos ao longo da produção do artista, que reincidem em diversas obras.







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IZÔ16.07.2026 - 19.09.2026Curadoria Rafael Peixoto
Marcus Lontra
Comentários críticos Cipriano
Heitor Reis
                                   RJ/


Palavra da matriz linguística Bantu, Izô representa a energia do fogo. Esta força essencial, que foi fundamental para o desenvolvimento dos seres humanos, é o ponto de inspiração para esta proposta curatorial. O interesse principal é observar e investigar expressões artísticas que trazem em seu cerne a centelha de uma expressividade urgente e visceral. Faísca, fagulha, flama, labareda e cinzas:  fogo é vida e transformação. Este olhar para as produções brasileiras indicou encruzilhadas e transversalidades que revelam a recorrência do continente africano como matriz referencial que atravessa uma significativa parte do pensamento visual brasileiro e internacional. As Áfricas de vários rostos, povos, costumes, crenças e tecnologias se espalharam pelo mundo resistindo aos holocaustos, ao sequestro dos saberes e à apropriação superficializada dos seus símbolos e tradições. Como um dos maiores mananciais culturais da humanidade.


O Brasil das misturas, das violências, dos encontros e dos embates possui estas histórias em suas raízes mais profundas. Em cidades como Salvador e Rio de Janeiro, esta presença é vivida no cotidiano das ruas, no falar, no vestir e no modo de estar em comunidade.  


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